sábado, 6 de março de 2010

e essa doença que não vai embora nunca?
sai kct

sexta-feira, 5 de março de 2010

Acabou o tempo do "happy end"
Arnaldo Jabor

Eu já fiz filmes de amor. Agora estou terminando mais um: "A Suprema Felicidade". Não é um filme sobre um caso de amor apenas, mas sobre a busca pela felicidade que passa pelo sonho do amor eterno. Como escrevo as vezes sobre amor, pessoas na rua me agarram e perguntam: "Mas....afinal, o que é o amor?" E esperam, de olho muito aberto, uma resposta "profunda". Eu penso, penso e digo: "Sei lá...."
Não sei, ninguém sabe, mas há no ar um lamento profundo pelo fim do sonho de harmonia, de happy end. Sinto dizer, mas acho que as apoteoses não existem mais nem no amor, nem na politica, em nada. Estamos no tempo das coisas que não terminam, dos problemas sem solução. O século 21 é o fim da crença na plenitude, na inteireza, seja no sexo, no amor e na politica.
(Este artigo parece uma daquelas bobagens apócrifas que postam na internet com meu nome...Surgiu agora um horroroso chamado "Amar é..." e que muitas mulheres gostam. Quando eu digo que não é meu, me olham com rancor)
Mas, vamos em frente.
Quando eu era jovem, nos anos 60/70, o amor era um desejo mais romântico. Depois, nos anos 80/90 foi virando um amor de mercado. O ritmo do tempo acelerou o amor, contabilizou o amor, matando seu mistério.
Não vemos mais amantes definhando de solidão, nem romeus nem julietas, nem pactos de morte de guaraná com formicida, nem mais o amor brilhando como uma galáxia remota.
O amor não tem onde se ancorar , não tem mais a família nuclear para se abrigar. O amor ficou pelas ruas, em busca de objeto, esfarrapado, sem rumo. As pessoas "ficam" muito , transam mais, como quem toma um sorvete, sem o lento perder-se dentro de "olhos de ressaca".
Mas, mesmo assim, cafajestes e devassas, todos anseiam por uma paixão impossível, uma "suprema felicidade". O que chamamos de "amor" é uma fome "celular", entranhada no DNA, no fundo da matéria. É uma pulsão inevitável, uma reprodução ampliada da cópula primitiva entre o espermatozóide e o óvulo. Somos grandes células que querem se reunir, separadas pelo sexo que as dividiu. O resto é literatura.
Se bem que grandes poetas como John Donne ou João Cabral sabiam que o amor é uma demanda da terra, para atingirmos a calma felicidade dos animais.
Temos de parar de sofrer romanticamente porque o "acabou o amor" (ou mesmo o paraíso social...). O pensamento amoroso ou filosófico lamenta uma unidade perdida. Continuamos - amantes ou filósofos com a nostalgia por alguma coisa que pode voltar atras. Não volta. Nada volta atrás.
Não adianta lamentar a impossibilidade do amor. Temos de celebrar cada vez mais o parcial; só o fortuito é gozoso. Temos de parar de sofrer por uma plenitude que não chega nunca.
Aceitar a "incompletude" talvez seja a nova forma de felicidade. E achar isso bom.
Em todas as revistas, fotos, filmes, a "imagerie" do erotismo contemporâneo "esquarteja" o corpo humano. Vejam as artes gráficas, vejam as fotos de revistas de arte, onde tudo é (reparem) decepado, dividido, pés, escarpins negros, unhas pintadas, bocas vermelhas, paus, seios, corpos imitando coisas, tudo solto como num abstrato painel. Tudo evoca a impossibilidade saudosa de um "objeto total", da pessoa inteira.
Parece uma louvação da perversão, do fetichismo, do erotismo das "partes", do "amor em pedaços". No entanto, hoje creio que estamos além do fetichismo, além da perversão
Não há mais "todo"; só partes. O verdadeiro amor total fica cada vez distante como as narrativas romanescas.
O que é ser feliz? Onde está a felicidade no amor e sexo? No casamento?
No entanto, vejamos o outro lado; sem a promessa de amor eterno, tudo vira uma aventura. Em vez da felicidade, existem as fortes emoções, a deliciosa dor, as lagrimas, hotéis , motéis delirantes, perdas, retornos, desertos, luzes brilhantes ou mortiças, a chuva, o sol, o nada. Os filmes maravilhosos e românticos de Wong Kar Wai são assim: "Amor a Flor da Pele", "2046". Ele só fala da impossibilidade do amor...e nos emocionamos com o vazio...As personagens tem uma espécie de "saudade" de um amor que nunca terão. Ficam na chuva, impotentes, entre luzes de néon. A paixão fica ali, pulsando, no espaço entre eles, intransponível.
Acho que isso pode ser uma libertação. Talvez precisemos de um amor que busca atingir a "intensidade" em vez da "eternidade". Talvez seja bom o fim de um "happy end" futuro e o início do "happy" presente. Transformar a dor de viver numa forma de arte que nos faça feliz. A felicidade é uma virtude bailarina, parodiando Oswald e Nietzsche (com todo respeito). E é bom mesmo que acabe esta ilusão do idealismo romântico, para legitimar a família e a produção, pois (vamos combinar): a verdade é que tudo acaba mal na vida. Não se chega a lugar nenhum porque não há onde chegar. . Há que perder esperanças antigas e talvez celebrar um sonho mais "trágico", com a selvagem beleza do efêmero.
Se aceitarmos isso, talvez a saudade venha como excitação, a dor venha como prazer, a parte como o todo, o instante como eterno. E não se trata de pessimismo. É bom sofrer uma epopéia passional, é bom a saudade, a perda, tudo, menos a insuportável felicidade obrigatória.

Tudo bem, querermos paz e sossego, tudo bem nos contentarmos com o calmo amor, com um "agapê", uma doce amizade dolorida.
Mas, a chama emocionante só vem com a droga pesada do século 21: a paixão impossível. E isso é bom. Enquanto sonharmos com a plenitude, seremos infelizes.

A FELICIDADE NÃO É SAIR DO MUNDO, COMO PRIVILEGIADOS SERES, MAS ENTRAR EM CONTATO COM A TRÁGICA SUBSTÂNCIA DO NÃO-SENTIDO. TEMOS DE SER FELIZES SEM ESPERANÇAS. É DIFÍCIL; MAS NÃO HÁ OUTRO JEITO.

quinta-feira, 4 de março de 2010

eram 38 mil pessoas cantando Shiver
._.



sem mais sobre o show do Coldplay, acho que isso ja diz tudo \rs

http://www.youtube.com/enfimdesisto

os videos que eu e julia filmamos ._.

segunda-feira, 1 de março de 2010

quando parar de faltar luz, eu faço um post direito sobre o show do Coldplay, abs

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

o quintal virou uma lagoa, a água foi pra varanda, entrou pra sala e foi se espalhando pra cozinha, juntando com a água dos fundos e entrando na lavanderia, depois o banheiro encheu e a água caiu pro meu quarto, juntando com á água que vinha pelo banheiro do quarto da minha mãe indo pro corredor e tentando chegar no quarto da minha irmã e da minha tia, e a água da varanda da frente já tava irritada porque não conseguia entrar --'

ta tudo cheio ainda
minha mãe pos a bomba d'água na cozinha pra tirar a água de lá antes que estragasse a geladeira, e depois foi pro quarto dela, pra tirar a água de lá pelo banheiro, que é mais fácil pra tirar a água.
mas mesmo depois de tirar a água toda a gente ta esperando parar de chover pra poder limpar e arrumar tudo, e eu não tenho onde durmir porque a minha cama ta cheia de coisa em cima, idem pra minha irmã, pra minha mãe e pra minha tia

eu to sentada na mesa do computador, porque daqui não posso sair
porque eu to gripada, e dei febre a tarde toda
mas daqui eu to com o rodo tirando a água do meu quarto...

enfim, pelo menos ta lavando o chão ._.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

eu não preciso de amigos, eu preciso só de companhias
juro
me da nostalgia não do que foi
porque quando foi, foi bom demais, mas no fundo não deixa tanta saudade assim
me da nostalgia do que poderia ter sido
do que deveria ter sido
da nostalgia de todas as coisas que eu deveria ter feito parte mas só fico vendo de longe hm
eu tenho nostalgia é de todas as coisas que deveriam ter acontecido

sábado, 20 de fevereiro de 2010

aquelas noites que voce não dorme, que passa a noite se revirando na cama, preocupado com alguma coisa
perde o sono
o dia todo
e passa o dia preocupado
ta assim hoje
e eu não to sentindo o sono nem de perto.....
ai que se eu tivesse um colo ó hm
eu não durmi direito
cochilei, acordei e rolei na cama, até enjoar dela
ai eu sentei na cama, me estiquei toda e liguei o notebook
eram cinco da manha ainda